ARQ.SOCIAL

Moradas Infantis Canuanã

por Rosenbaum + Aleph Zero

Formoso do Araguaia, Tocantins, Brasil

As Moradias Infantis de Canuanã podem ser entendidas como um projeto de arquitetura social por colocarem o bem-estar, o desenvolvimento coletivo e a realidade cultural dos usuários no centro do processo de projeto. A proposta vai além de oferecer abrigo: ela cria um ambiente que promove autonomia, pertencimento e convivência, respeitando o contexto rural e as dinâmicas da vida comunitária. A arquitetura atua como mediadora entre educação, cuidado e coletividade, contribuindo diretamente para a formação social dos estudantes.

detalhes do projeto

ano

2017

ano do projeto

2015

área

23.344 m²

website do projeto

localização

Formoso do Araguaia, Tocantins, Brasil

detalhes do projeto

arquitetos

- Rosenbaum -
Marcelo Rosenbaum
Adriana Benguela
- Aleph Zero -
Gustavo Utrabo
Pedro Duschenes

contribuidores

Ita Construtora
Raul Pereira Arquitetos Associados
Lux Projetos Luminotécnicos
Meirelles Carvalho
Ambiental Consultoria
Lutie
Trima
Inova TS
Metroll
Rosenbaum e o Fetiche

comissionado por

Moradias dos Alunos da Fundação Bradesco / Canuanã

O projeto nasce da necessidade de oferecer moradia para crianças e jovens de áreas rurais que estudam na escola local, muitos deles distantes de suas casas de origem. Nesse contexto, a arquitetura assume um papel fundamental ao criar espaços que substituem — e, ao mesmo tempo, reinterpretam — o ambiente doméstico. Em vez de soluções padronizadas, as moradias foram pensadas para acolher, criando uma sensação de casa que contribui para o desenvolvimento emocional e social dos alunos.

O processo de concepção parte de uma leitura sensível do território e das relações existentes ali. A organização dos espaços favorece a vida em grupo, estimulando o convívio, a colaboração e a construção de vínculos. Elementos como pátios, áreas comuns e circulações abertas não são apenas soluções espaciais, mas dispositivos sociais que incentivam encontros, trocas e a construção de uma rotina compartilhada.

Outro aspecto central é o uso de materiais e técnicas construtivas alinhadas ao contexto local. A madeira, amplamente utilizada, não só dialoga com a paisagem e o clima da região, como também contribui para criar ambientes mais acolhedores e humanizados. Essa escolha reforça a relação entre arquitetura e território, além de tornar o projeto mais sustentável e conectado à realidade em que está inserido.

Mais do que resolver uma demanda habitacional, o projeto estrutura um modo de viver coletivo, onde aprender, conviver e crescer fazem parte de uma mesma experiência espacial. Ao criar condições para que essas crianças desenvolvam autonomia, senso de comunidade e pertencimento, a arquitetura se consolida como uma ferramenta ativa de transformação social, com impacto que se estende muito além do espaço construído.

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