ARQ.SOCIAL

Centro de Referência das Quebradeiras de Babaçu

por Estudio Flume

Sumauma, Maranhão, Brasil

O Centro de Referência das Quebradeiras de Coco Babaçu é considerado um projeto de arquitetura social por valorizar e preservar o saber tradicional da comunidade, ao mesmo tempo em que fortalece sua base econômica. A iniciativa parte do uso de materiais locais e técnicas já dominadas pelas próprias moradoras, associando esse conhecimento a um processo colaborativo que reconhece e potencializa o protagonismo das mulheres. Mais do que um espaço físico, o projeto atua como ferramenta de fortalecimento cultural, geração de renda e construção de autonomia, contribuindo para a resiliência social e econômica da comunidade.

detalhes do projeto

ano

2024

ano do projeto

2022

área

483 m²

website do projeto

localização

Sumauma, Maranhão,
Brasil

detalhes do projeto

arquitetos

- Estudio Flume -
Noelia Monteiro,
Christian teshirogi,
Marina Lickel.

contribuidores

Ana Lúcia Hizo,
Miguel Noleto Machado,
Maíra Acayaba,
Luara Oliveira.

comissionado por

Mandu inovação social

Esse projeto surge do fortalecimento de um grupo de mulheres quebradeiras de babaçu, valorizando um saber tradicional que já sustenta a comunidade. Mais do que melhorar as condições de trabalho, a proposta reconhece a importância social e econômica dessas mulheres, ampliando sua autonomia e criando oportunidades de geração de renda.

Desde o início, o processo foi construído junto com a comunidade, a partir de conversas, trocas e decisões coletivas. Essa forma de trabalhar garantiu que o projeto refletisse as necessidades reais do grupo, ao mesmo tempo em que fortaleceu o senso de pertencimento e a capacidade de organização local.

O espaço resultante não é apenas um local de produção, mas também um ponto de encontro. Ele acolhe o convívio entre famílias, o cuidado com as crianças e momentos de troca entre vizinhos, algo essencial em um contexto com poucos espaços coletivos. Assim, o projeto contribui diretamente para fortalecer os laços sociais da comunidade.

Ao incorporar soluções simples, acessíveis e compartilhadas com o grupo, a iniciativa também estimula a continuidade e a multiplicação dessas práticas. Dessa forma, seu impacto vai além do espaço construído, apoiando um desenvolvimento mais autônomo, colaborativo e duradouro.

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